sábado, dezembro 06, 2003

Absoluto e relativo

Há algum tempo atrás falávamos de cinema, e eu criticava um filme que tinhamos visto no dia anterior (Blade Runner). É um filme que já tem quase 20 anos, e que não me diz nada. A mensagem, se é que há uma, é muito simples, e o filme não me divertiu; a imagem então, essa é o que eu qualifico de "manhosa". No entanto admito que a minha opinião se baseia nos filmes que tenho visto, e admito também que se tivesse visto o filme quando foi lançado, talvez tivesse gostado, não sei. Não quero com isto dizer que desde que saíu o Matrix ou os filmes do género só me agradam os que obedecem à moda; antes pelo contrário. Há muitos filmes mais antigos que me agradam imenso, e não sou fanático dos efeitos especiais, mas este pura e simplesmente não me disse nada. Digo que a minha avaliação do filme é relativa, uma vez que a faço baseada na experiência que tenho, e que por isso não gostei do filme.
Nesse ponto discordo do Luís: segundo ele, um filme ou é bom ou não, ou seja, a avaliação que fazemos dele (ou de outra coisa) pode ser feita em absoluto, e não numa escala relativa.
Mas será que conseguimos realmente fazer isso? Não serão as qualidades, as virtudes, (os filmes), os valores e tantas outras coisas, antes de tudo RELATIVAS?
Não serão relativos na medida em que resultam de uma sociedade que passou por um determinado processo de evolução, mas que obteve resultados diferentes de outras civilizações, outras culturas...
Quem sabe não acontecerá no futuro que tantas práticas que hoje consideramos como justas ou equitativas serão daqui a uns anos consideradas sub-humanas?

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