quinta-feira, agosto 19, 2004

De volta

Regressei ontem da minha viagem pelo Oriente. Ainda há muito sono atrasado para recuperar, mas a normalidade começa a voltar.
Foi uma experiência muito rica, especialmente pela diversidade de culturas com que contactei, pelo conhecimento que travei com a cultura asiática, o diferentes gostos, o valores, as formas de pensar e de agir; já ia com a expectativa de que as coisas fossem diferente do lado de lá do mundo, mas só quando se chega lá é que se percebe a dimensão da diferença. É difícil de explicar...
O Moot valeu precisamente por essa experiência, porque fiquei com impressão que a nível da actividade propriamente dita as coisas deixaram um pouco a desejar. Taiwan é um país com uma beleza natural fantástica. Tem imensa montanha e é muito verde, mas no que toca à cultura urbana deixa muito a desejar. As cidades são feias e mal arranjadas, e fazem lembrar as nossas aldeias feias e sujas, desorganizadas, com barracões feios e oficinas em baio (as aldeias que assim são, claro está, porque as há bem bonitas..); Taipei (a capital) é assim! Depois passeamos pelas ruas e vem-nos o cheiro das bancas de comida, que umas vezes é um pouco enjoativo, outras dá quase para vomitar.
Quando acabou o Moot apanhei o avião para Hong Kong, e o barco para Macau, onde fui recebido pelos escuteiros portugueses de lá (são da mesma associação que eu, o CNE, embora haja outra associação lá). Macau é uma cidade onde se ouve falar um bocadinho de português (embora não muito), onde os nomes das ruas estão escritos em português e em Chinês, onde se podem ver imensas influências portuguesas. Tem edifícios antigos, casas coloniais, prédios enormes, construídos recorrendo a andaimes de BAMBU, uma torre enorme (a décima mais alta do mundo, com uns 300 e tal metros de altura).
Fazem também parte de Macau duas ilhas: a Taipa e Coloane, que ficam mesmo em frente, para as quais se passa pela ponte. Gostei muito de visitar a zona antiga da Taipa, principalmente a Avenida da Praia, que é uma pequena rua que antigamente era junto ao mar (porque como têm estado a aumentar o território Macau já não tem mesma forma de antigamente) com umas árvorezinhas, e 5 casas antigas, que agora são museus. é uma autêntica viagem ao passado, aquela rua. Depois fui para a ilha de Coloane, ponde me encontrei com o resto dos portugueses para almoçarmos num restaurante português e ir tomar uma banhoca à praia, banhada por uma água castanha, mas muito quentinha...
No domingo participámos na missa da Sé, em português, e visitámos ainda a sede dos escuteiros, e a da associação local, que fica num antigo quartel português, que ostenta ainda o escudo português.
De Macau mudei-me para Hong Kong, onde estive um dia. Dei um passeio de barco, que nos foi oferecido por um pai de uma escuteira de Macau, de onde pudemos apreciar a vista da ilha e tomar um banhoca na praia, de águas mais transparentes, mas igualmente quentes, abrigados pelas redes contra os tubarões. Daí fomos para "o pico", que é um monte de onde se pode admirar a cidade, que se estende até às suas encostas, e um pôr do sol fantástico sobre as ilhas.

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