terça-feira, outubro 14, 2003

Somos todos iguais, mas uns são mais iguais que outros...

Escrevo, desta vez, acerca do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Muito se tem criticado a ministra Manuela Ferreira Leite acerca da sua insistência em cumprir o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), porque na actual situação macroeconómica do país essa política tem levado ao agravar da recessão instalada. Não discordo da opinião da ministra, mas não é essa a razão que me leva a escrever. Escrevo pelo facto de ter observado recentemente que a França e a Alemanha se preparam para fazer tábua rasa do PEC. Ora se o Pacto foi criado e assinado, é porque se acha que o seu conteúdo é importante e deve ser cumprido por todos, não apenas pel “os outros”. Este aspecto demonstra um pouco o que tem sido, na minha opinião, a postura destes países face à União. “Somos nós quem manda aqui!”
Sinceramente fico um pouco desencantado ao ver que, ao fim de tantos anos de Construção Europeia, se depreende pela postura destes dois países se sentem como se estivessem a fazer um favor aos “pobrezinhos”, que não têm mais que fazer que “comer e calar”.
Há algum tempo atrás, quando falávamos da UEM, um professor meu (por acaso bastante entendido na matéria) perguntou-nos qual a razão de os critérios de convergência terem sido concretamente aqueles. Perante a falta de resposta ele respondeu: “Para deixar países como Portugal, Espanha e Grécia de fora!”.
Fica o desabafo...

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