sexta-feira, outubro 17, 2003

Ainda acerca da reforma do Ensino Superior...

Propinas...
Tema que tem preenchido muitas páginas de jornal e preenchido muitas mentes. O Governo acha que as propinas devem aumentar, sendo o seu valor fixado pelas faculdades, dentro de um intervalo. As faculdades têm, na sua maioria, optado por fixar o valor máximo permitido por lei. Os alunos acham mal, e defendem que as propinas deveriam diminuir, e não aumentar.
É certo que cada aluno que faça uma licenciatura cria uma externalidade positiva para a sociedade. (uma vez que a sociedade tem um benefício pelo facto de esse indivíduo fazer a licenciatura que este não conseguirá captar ao nível privado) Por isso, o valor das propinas deverá ser inferior ao seu custo efectivo, corrigindo assim o incentivo e passando a externalidade a fazer parte do benefício do indivíduo, através de um custo inferior. É também verdade que a promoção generalizada do ensino é uma forma de reduzir a desigualdade social, por criar uma oportunidade de ascensão social e económica.
No entanto, também é verdade que sem ovos não se fazem omeletes, ou seja, sem dinheiro não pode haver um ensino superior de qualidade (que por acaso faz muita falta no nosso país), e que os recursos do Estado são limitados.
Se formos a fazer contas, cerca de 70 contos por ano, o valor antigo da propina, não é assim tanto. É difícil de pagar para algumas famílias, mas é para isso é que existem as bolsas de estudo.
Por isso é que eu sou a favor do aumento das propinas. Caramba, não é assim tanto! E quem vai beneficiar do curso é quem o tira, não é? Então deve pagá-lo! (não na totalidade, mas mesmo assim na maioria, não se esqueça a externalidade)
Agora no que toca a como pagá-lo, isso é outra coisa... Há muita gente a receber bolsa a quem não faz a mínima falta... Há que criar justiça!
Além disso, há algumas ideias muito interessantes que podem facilitar a vida à malta...
(Consultem este artigo)

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